Rorate Caeli

Holy See Press Office

NOTICE TO JOURNALISTS

Journalists are informed that on Tuesday, July 10, 2007, the Document of the Congregation for the Doctrine of the Faith "Responses to Questions concerning some aspects of the Doctrine on the Church" will be made public.

(The text - in Italian, French, English, German, Spanish, Portuguese, and Polish - will be available to journalists from 9.00 [Rome], under embargo until 12 [noon] of the same day.)

Previous post on the matter here.

4 comments:

Anonymous said...

This must be the one about "subsisting in," and will be another great act of honesty.

We might as well admit who we are. They're going to guess anyway. ;) Heh.

thetimman said...

Man, I am positively giddy!

And I haven't even popped the champagne yet-- that will wait until after Mass.

What's next, the Press Office announcing that the Orthodox Churches are coming back? And the Society and the Holy Father have signed a new protocol?

Analysis of S.P. can wait for another day-- we are not all the way home, so to speak, but we are light years from 1970.

Praise God, first and foremost.

Profound thanks from this post-V2 Catholic, who found his way home to tradition, to the Holy Father, and to all of those wonderful people, lay and clergy, who kept the desire for the Mass alive, and who kept the pressure up all these years.

prof. basto said...

New Catholic,

Since you once told me that you guys at Rorate Caeli had a team of collaborators able to translate Portuguese into English, I tought of sharing with you the following news piece, published today in the Brazilian news website G1 (of the "Globo Organizations", the largest media group in Brazil). For Brazilian secular press standards, it is a quite even-handed and well informed report regarding what the doctrinal document that is expected to be released tomorrow concernig the doctrine on the Church is rumored to contain:

The link is: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL66655-5602,00.html

By the way, Globo totally botched coverage of the Motu proprio yesterday by speaking of authorization for the celebration of the "Mass in Latin", and giving as the only motivation for the move the desire to make peace with ultraconservatives who were in schism over the Liturgy.

Anonymous said...

Here is the transcript of the above mentioned newspiece on the Responsa ad Dubium:

Documento aponta Igreja Católica como a única 'plena'
Texto da Congregação para a Doutrina da Fé deve ser golpe contra ecumenismo.
Obra reforça posição do Papa de que protestantes não são 'igreja' de verdade.
Reinaldo José Lopes

Do G1, em São Paulo
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AP Photo
Bento XVI no Vaticano (Foto: Alessandra Tarantino/AP)Pelo visto, o Papa Bento XVI não se intimidou pela polêmica causada por um dos documentos que publicou quando era cardeal. O Vaticano deve divulgar nesta terça (10) um novo texto no qual as conclusões do então cardeal Ratzinger sobre as demais igrejas cristãs são reforçadas: elas seriam, por assim dizer, organizações "incompletas" do ponto de vista da fé, enquanto a Igreja Católica seria a única a reunir todos os requisitos da comunidade fundada originalmente por Cristo e seus apóstolos.



Trata-se de um documento curto -- três parágrafos introdutórios, mais cinco perguntas e respostas -- com título prolixo: "Respostas a quesitos relativos a alguns aspectos da doutrina sobre a Igreja". Conforme adiantou um portal católico de notícias, o italiano "Korazym.org" (www.korazym.org), bem como uma reportagem no diário italiano "Il Giornale", o texto retoma o polêmico documento "Dominus Iesus", de responsabilidade de Ratzinger, divulgado no ano 2000.



Assim como o "Dominus Iesus", o novo texto também é obra da Congregação para a Doutrina da Fé, a antiga casa do atual Papa no Vaticano e o órgão responsável pela pureza teológica do catolicismo. As perguntas e respostas são assinadas pelo atual prefeito da congregação, o cardeal americano William Levada, e por seu secretário, monsenhor Angelo Amato, e chegam com a aprovação oficial de Bento XVI.



Foi no "Dominus Iesus" que Ratzinger se notabilizou por defender a posição de que os cristãos não-pertencentes à Igreja Católica estavam em situação "deficiente" ou "defeituosa" na sua busca por salvação quando comparados com seus companheiros católicos. Para muitos teólogos, a afirmação pareceu um retrocesso quando comparada às posições da Igreja no Concílio Vaticano II, o encontro que definiu os rumos do catolicismo no século 20 e iniciou uma abertura a mudanças.



No documento "Lumen Gentium", promulgado pelo concílio em 1964, firmou-se a posição de que "a verdadeira Igreja de Cristo subsiste na Igreja Católica". O termo "subsiste" passou a ser interpretado como um reconhecimento tácito de que outras comunidades cristãs também tinham parte na herança da "Igreja de Cristo", embora o catolicismo fosse, por assim dizer, a principal remanescente dessa herança original.



Jogo de palavras
O novo documento, no entanto, deve declarar que seu propósito é apresentar "o significado autêntico de algumas expressões eclesiológicas [referentes à identidade da Igreja] usadas pelo Magistério [o ensinamento oficial católico] que são abertas a mal-entendidos no debate teológico". Segundo o novo texto, a Igreja Católica deve ser considerada a única a possuir "todos os elementos da Igreja instituída por Jesus".



É a presença de alguns desses elementos que, ainda segundo o texto, permite que os cristãos ortodoxos sejam considerados também membros de "igrejas": eles teriam mantido a sucessão ininterrupta de bispos desde o tempo dos apóstolos (muitos dos quais supostos fundadores das igrejas do Oriente) e os mesmos sacramentos do catolicismo, como a eucaristia e a ordenação dos sacerdotes.



Como as igrejas surgidas depois da Reforma Protestante teriam quebrado essa "sucessão apostólica" e deixado de lado os sacramentos tradicionais, elas não poderiam ser consideradas igrejas verdadeiras, mas simples "comunidades cristãs".



O que tudo isso significa, na prática? Em primeiro lugar, que a guerra de Bento XVI contra o relativismo continua firme. A divulgação do documento revela uma estratégia coerente do Papa para fazer da Igreja a portadora de uma referência religiosa e moral única, como guardiã da herança cristã. De acordo com esse ponto de vista, não se pode igualar todas as religiões cristãs e colocá-las no mesmo saco, sob pena de tirar dos fiéis (em especial os católicos, claro) uma noção clara e sem ambigüidades de qual é o caminho correto a seguir.



Em segundo lugar, reafirma-se a idéia de que o catolicismo é o único meio pelo qual se pode alcançar a salvação espiritual com a ajuda da fé em Jesus Cristo. Teologicamente, porém, isso não significa que os outros cristãos, ou mesmo os seguidores de religiões não-cristãs, estão automaticamente excluídos dessa salvação, mesmo que não se convertam ao catolicismo. Difícil de entender?



A explicação vem da idéia de "deficiência" ou "defeito" expressa pelo documento "Dominus Iesus". A doutrina defendida por Bento XVI considera que os não-católicos teriam mais dificuldade (uma "deficiência" mais branda no caso dos cristãos, mais pesada no dos não-cristãos) para a busca do bem e da verdade que leva à salvação do homem. No entanto, se eles seguirem o caminho correto apesar disso, eles seriam, na prática, "adotados" por Cristo e pela Igreja. Resta saber se esse detalhe teológico será suficiente para evitar as reações entristecidas das igrejas protestantes, como as que se seguiram à publicação de "Dominus Iesus" no ano 2000.